sábado, 15 de agosto de 2009

Eu. [6]

Acho que ainda estou vivo...

Deixando um pouco de lado as relações amorosas e focando mais em superações surpreendentes. ^^

Bem, a vida continua e o que é passado somente se torna lembrança, mais nada; E Com o tempo se apaga da nossa memória. Então, mãos a obra, antes que eu esqueça...


Estudar pra que? Detesto estudar, que saco, más preciso fazer isso pra passar de ano e deixar meus pais orgulhosos. Era o que eu pensava naquela época.

Meus pais sempre ficavam no meu pé, para que eu pudesse estudar, acho que fiz 7 anos de aula particular. Aula mesmo nenhuma, era bagunça total, a professora fingia que explicava e eu fazia questão de fingir que aprendia. Conseguir 60% de 100 pontos pra passar de ano era a minha meta, quase um sonho, que nem sempre se realizava...

Fui empurrando com a barriga isso ai, pegava recuperação todo ano, seguido de dependência. ( que saco que era! )

no 2º ano foi muita vagabundagem. Comecei a fazer estágio na Diretoria de Finanças da Policia Militar. Que coisa boa! Aprendi muito sobre militarismo, organização e convivência em serviços administrativos. Antes do trabalho não estudava, depois então, só dentro da sala de aula mesmo, faltando 5 minutos pra iniciar a prova.

Não deu outra, fui a lona.

O primeiro da família do meu pai a ser reprovado no colégio; Era o que todos estavam esperando, a ovelha negra se manifestar de vez.

Não me abalei ( que novidade ), más meu pai sim. Minha mãe então me jogou mil pragas e meu pai todos os palavrões que conhecia, dizendo que agora seria motivo de chacota entre os familiares.

Repetir o ano...

Que bosta que foi no começo, minha vontade foi de fazer como aqueles loucos que entram na escola atirando em todos os seres que se movem. Porém teve o lado bom, conheci pessoas formidáveis como o Raphael e a Grazi, adorava discutir com eles sobre qualquer assunto. Lembro-me do plano de fazer o colégio parar, nem que seja por 1 minuto e deixar todos perdidos. Execução:No dia que o pessoal do 3º ano tiver que voltar ao colégio, no intervalo, colocar 1 bomba em cada banheiro masculino, e 3 peidos alemães distribuídos pelo pátio. Na Teoria seria a coisa mais legal de se ver. O ato em si não tinha graça ,eu adoro ver as pessoas em pânico ou com medo, isso pra mim é a maior demonstração da fraqueza do ser humano. ^^

Resultado do plano: 1 bomba explodiu, não conseguimos colocar os peidos alemães no mesmo dia.
Más valeu a pena. No outro dia fui usar os peidos alemães e levei suspensão de 3 dias...

O Ano se foi, o outro ano foi pior, Raphael se foi e a Grazi foi pra outra sala. Surge ai minha ultima decepção amorosa que não vou citar, ja cansei disso.

3º ano do ensino médio e lá estava eu achando que mandava no colégio inteiro, todos os diciplinários me conheciam, a diretora já estava cansada de ver minha cara, porém alguns me viam com bons olhos, A pele de cordeiro as vezes era bem efetiva. Fui presidente do Grémio estudantil, comandante do pelotão fardado na marcha de 7 de Setembro e minha turma fez a melhor hora cívica que já existiu naquele colégio, segundo os próprios professores.

Aprendi muito quando fui presidente do grémio, liderança é algo complicado, quando com quem você trabalha não tem vontade de fazer as coisas, e lutar por seus direitos, uma tropa não é nada sem um líder e um líder não é nada sem a união da tropa. Tinha métodos efetivos de resolver isso, porém não quis perder a amizade de alguns.

Ahhh que legal, mais uma reprovação no final do ano. A família via aquilo como uma profecia, um caso perdido. Porém eu sempre tive uma meta, e nunca aprendi nada para passar de ano, e sim que servisse para minha formação pessoal. Ninguém nunca entendeu. E nem fiz questão que entendessem. Más não podia mais perder tempo naquele maldito colégio, já tinha 18 anos. Precisava começar a fazer os preparativos para a vida que pretendo levar depois dos meus 35 anos.

No outro ano não voltei ao colégio, meu pai havia matriculado eu e minha irmã num curso pré vestibular e eu fui fazer supletivo, em 3 meses terminei meu ensino médio. ^^

Engraçado, como o Daniel, um garoto problemático assim passou em um concurso público? Sorte? Poderia ter sido, se ele não tivesse passado em mais 3 concurso públicos posteriormente...

sábado, 8 de agosto de 2009

Eu. [5]

...(Que preguiça)...

" O beijo é um procedimento inteligentemente desenvolvido para interrupção mútua da fala quando as palavras tornam-se desnecessárias."

Quem não se lembra do primeiro beijo que deu? Daquela sensação diferente, de ficar enrolando uma língua na outra, abrindo e fechando a boca, como uma bomba de sucção.

Eu me lembro, Sim eu me lembro!

Após o término, vindo em mente aquela voz dizendo: Então é só isso? Só tente não bater os dentes e não esqueça de fechar os olhos da próxima vez. ( risos )

Festa de casamento em uma cidade do interior. Lá estava Daniel e seus primos nem um pouco comportados, comentando sobre as meninas que estavam na festa.

Más como assim? Uma menina me chamando e falando que a amiga dela quer me beijar? Perai! Como assim, Do nada? Amor a primeira vista? ( eu ainda acreditava nesse tipo de coisa. ^^ )

Tudo bem. Vou lá ver quem é?

Hum... A menina é bonita ( isso é bom ). Aqui vou eu...

???????? Ela esta bêbada. E daí?

-Ei menina aonde você ta me levando?

"Vem cá."

Rumo a rua ao lado, só deu tempo de avisar meu primo pra assobiar caso algo aconteça.

2 casais, um banco e uma pilha grande de tijolos.

Que isso? Já me senta no banco e senta no meu colo?

Ah, ela quer diversão com um garoto "travado" .

primeiro beijo, gostei quero mais. Mais. Mais...

Hum? Aonde o outro casal vai? Ah nem me interessa também.

Más porque a menina não quer ir? Esta tirando a minha concentração, que saco.

???? mão dentro da minha camisa. Hum... Devo fazer o mesmo? Não seria abusar demais não?

Quem sabe, nunca faça o que não quer que façam com você. ^^

Ahh Era o que faltava no ápice do "amor" uma velha de óculos gritando a menina, e virando a esquina.

Ops! Hora de correr, deixei ela lá e fui pra traz da pilha de tijolos. Sem perceber, o outro casal já tinha saído de cena e a velha gritando que nem uma louca dizendo que ia contar tudo pro pai dela ( que azar o meu e o dela, eu estava gostando daquilo tudo).

Ela voltou pra festa com essa pessoa que depois fiquei sabendo que era tia dela, e a outra garota era prima.

Dia seguinte ela volta à casa da minha Tia ( onde aconteceu a festa ).

De ressaca más em sã consciência, disse que não se lembrava de muita coisa, porém pelos dizeres deu a perceber que eu ainda estava na jogada .^^

Não sei o que, más algo fez com que ela voltasse, Pena que eu iria embora naquele mesmo dia.
Andamos pela cidade, nos conhecemos melhor. E o que eu tenho até hoje guardado na memória é o ato e o presente.

Ganhei de lembrança o cordão que ela usava no pescoço, com a inicial de seu nome. Disse pra mim nunca se esquecer dela.

Voltei pra casa com a cabeça nas nuvens. pensando quando voltaria naquela cidade a 200 Km de casa.

Cheguei na escola com o cordão no pescoço, ( como pude fazer isso? ) Achando que era homem.

Ah! Eu Já sei beijar na boca, agora posso tudo.

Depois de 4 anos voltei a cidade, ainda mantinha contato com ela, más infelizmente ela disse que não daria pra ir até a cidade. Então decidi ir até ela, mesmo sem saber chegar.

perguntei meu primo, ele me levou na rodoviária, entrei no ônibus e segui viagem rumo ao desconhecido.

Chegando lá, fiquei um pouco receoso. Não conhecia nada nem ninguém, e pra ajudar, meu celular estava sem sinal.

Não desanimei, a cidade só tinha 2 ruas, moleza encontrar.

Vi aquele ser idealizado vindo em minha direção, Eu já não era a mesma pessoa de antes, muito menos ela, porém a consideração se manteve.

Conheci 30% da população da cidade, fui apresentado para seus familiares e para seu namorado. É isso mesmo, namorado. Não me importei, como havia dito, não era mais o mesmo Daniel "travado" de antes. E as intenções não mudaram. Quando fui a casa de sua avó, fiquei surpreso. Ela conhecia minha bisavó, meu bisavô e minha tataravó. O irmão dela, era amigo de meu avô a muitos e muitos anos. ( como o mundo é pequeno ).

Hora de pegar o ônibus de volta. Somente 2 seres de sexo distinto num ponto de ônibus a beira da estrada. Mostrei pra ela o cordão que ela tinha me dado como lembrança. Havia pensado na reação dela tomando base no comportamento feminino. Falho!

- Você se lembra disso?
- Não.
-Você me deu a 4 anos atraz ( quis jogar o cordão na estrada, e esperar ela ir pegar para um caminhão passar por cima dela )
-Desculpa más não me lembro disso.
-( Não faz mal. Más eu não poderia ir embora assim. )

Chego mais perto dela, dou-lhe o cordão e um beijo de brinde...
1 hora depois chega o ônibus, pego o cordão de volta e vou pra casa, não como da ultima vez. Más guardando o passado na gaveta assim como o cordão.