segunda-feira, 7 de junho de 2010

Eu.[12]


Ah! Quanto tempo eu tenho gasto com coisas inúteis, pensamentos inúteis e o pior, com brincadeiras inúteis.

Que inveja que eu tinha do meu amigo falecido, um garoto bobo que apanhava de mim por medo e talvez por dó de me socar, que com o passar do tempo se tornou o maior mulherengo do colégio em que estudávamos. Eu queria ter feito sucesso assim em minha longa passagem pelo ensino fundamental e médio. Como ele atraía tantas mulheres? Eu me perguntava várias vezes em um único dia em que saíamos e ele sempre escolhia em pegar esta ou aquela e no final dizer: Eu sou mal! Ele sabia o que fazia, confiava em sua beleza e em sua lábia, tinha um carisma incomum. lembro-me até hoje, quando ele ainda estava a conversar com a menina do qual ele criaria um laço forte após tirar sua virgindade. Acho que foi a partir desse acontecimento que ele começou a descobrir o que era o amor.

Entre tapas e beijos eles se mantinham, separavam com uma certa frequência e voltavam da mesma forma. Ela era esperta, sabia que não seria fácil segurá-lo. Ele sempre aprontava umas. E quem era o cara com quem ele vinha falar do seu amor, de suas brigas e de seus tormentos? É ele achou o cara certo para falar disso; O cara que não se importava nem um pouco com o que ele dizia, e ele sabia disso, por isso me procurava, pelo menos o aconselhava as vezes, passava a falsa segurança de um cara experiente em lidar com mulheres. Eu suportava suas lamúrias com uma segunda intenção claro, estava começando a me interessar por sua irmã...


3 dias antes de sua morte, saímos para nos distrair e eu já tinha aprendido bastante como lidar com garotas graças a ele, na volta ele queria me falar sobre a sua garota mais uma vez, só que dessa vez eu não deixei: "Precisa nem falar eu sei o que é! Você precisa é descansar, vá embora!" E ele foi. Se remoendo sozinho parando o vento no peito encima de uma moto, sua última moto e nosso ultimo passeio junto para pegar garotas.

Mulheres... Eu sabia! Ele iria se casar com ela, porque diferente de todas as outras, e do esforço para parecer o ser perfeito somente para encantar mais uma, ele gostava dela...





"A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la."



Foi por dó que ele não a deixou depois de uma noite normal de sexo com mais uma menina.
Ela era virgem e se apaixonou. Más com o tempo, ele se apegou a ela de verdade.


Meus conceitos estão mudando, como já era previsto, mesmo eu fazendo vista grossa em meu subconsciente.


Nossa que bombeiro gato! Ô bombeiro apaga meu fogo! Ei bombeiro vem me salvar vem!

Ainda não tomei gosto pela profissão, talvez nunca tome, não gosto de ficar ajudando as pessoas e dando uma de bonzinho o tempo todo ( mesmo isso sendo um ótimo exercício pra falsidade), más adoro os beneficio de ser Bombeiro Militar.

Comecei a me sentir como meu amigo, pego todas, uma para cada dia de folga. Levava quase todas ás núvens e sempre saía como um cara sério, sincero e bom pra namorar.

Namorar que nada! O negócio é pegar quantas eu puder.

Infelizmente tudo que é demais não faz bem.

Saía com uma um dia, no outro dia dizia quase as mesmas palavras para a outra e assistia o mesmo filme, deixava ela escolher, já assisti todos mesmo, eu achava isso engraçado.

No começa era bom, cada uma tinha uma forma de pensamento, um modo de agir, e eu já sabia como lidar com todas, me doando somente o necessário para poder aproveitar de sua beleza. Aí veio o primeiro problema. O dinheiro ( risos ). Comecei a perceber que a única vantagem em se fazer isso era de contar para os amigos que eu era o bombeiro comedor de garotinhas e me fazer passar pelo meu falecido amigo que se dizia que era mal.

Más não acabava por ai, eu queria vingança! Queria pegar aquelas que me fizeram sofrer e fazê-las sofrer o quíntuplo.


Quando uma garota não quer mais nada comigo eu a deixo ir sem ressentimentos. E ainda a elogio em minha mente ( Foi a melhor escolha que você fez, a frustração no futuro poderia ser maior).

Felizmente ou infelizmente chegou o dia em que a casa caiu.

Eu travei, Quando beijei os lindos lábios da minha ultima aspiração a 1746 metros de altura numa tarde de outono. Era o que faltava, uma pessoa tão sincera que chega a me incomodar. Não sei por que, más ja estou vendo isso como namoro.

Me sinto sem forças para deixa-la pra traz na situação em que me encontro.

Mais uma vez ando me surpriendendo... A vida é mesmo uma caxinha de surpresas.


No mais, eu sei que isso tudo é passageiro, más vou tentar fazê-la independente de mim para que ela possa um dia me deixar sem se machucar demais.