sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Eu.[10]

Como é bom ter de volta aquele ódio acumulado, que as vezes parecia sair pressionado pelas pontas dos dedos em forma de dor. Aquele que eu sentia no início de minha adolescência. O sangue circulava mais rápido, os batimentos aceleravam a temperatura se elevava. Sentia minha cabeça esquentar como o fogo e o que eu precisava era de um motivo pra cometer uma desgraça qualquer assim como as que são anunciada nos jornais diariamente.

Foi o que senti quando me disseram que um amigo meu sofreu um acidente de moto que posteriormente o levou a morte. Foi arremessado após uma colisão traseira em sua moto por um carro no qual o condutor estava embriagado.


O que andei observando é que não sei lidar com esse tipo de situação da mesma forma que a maioria. Quando contei o ocorrido pra algumas pessoas, a reação delas foi a mesma e seguida de uma afirmação: Para de brincar com essas coisas!
Parei pra pensar, e percebi que o que fez aquelas pessoas reagirem da mesma forma foi o modo como dava a noticia, não parecia nem um pouco comovido.

No enterro não mudou muita coisa, as vezes tentava disfarçar, buscar algum sentimento dentro de mim, ou mudar o semblante, más era algo difícil pra mim, assim como dar palavras de consolo, já tenho que estar com elas planejadas na cabeça para falar na hora, porque no momento não sai nada. Apenas fico calado e com a mesma cara de sempre. Detesto explicitar a vida dos outros nessas situações, o que mais vi foi fotos do falecido no orkut e comunidades com o nome do tal. No meu modo de pensar, a morte é o fim, se acabou, acabou! Não há porque fazer reverências a um cadáver, as pessoas fazem coisas como se o falecido iria ver aquilo tudo e achar muito bonito. Besteira! O que vale a pena para mim são o atos realizados por ele...

Havia algo nele que eu sempre admirava: A sua auto confiança, aquilo lhe fazia forte. Ele tinha esse diferencial, nunca desacreditava de si mesmo. Ele gostava muito de mim, a ponto de me considerar irmão e seus pais me chamar de filho. Tudo começou com um interesse meu sobre sua irmã, más com a convivência as coisas mudaram um pouco e agora... A "pseudo família" se desintegrou...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Eu.[9]

Mente agitada, fora de foco, pensamentos se dispersam como as folhas de uma árvore no outono. Maldito vício!

Penso nisso toda hora, em um prazer passageiro e degradante, que no final das contas ainda me convenço que vale a pena. Más será que vale mesmo?

Eis aí o motivo pelo qual não ando escrevendo nada.


O Vício!
Vício que me entristece
Vício que me alegra
Vício que me desvia
Vício que me destrói
Vício que me enforca
Vício que me corrói...


Dependências tão inúteis as minhas que algum dia eu supero; E sei bem como fazer.

Passei a ser cauteloso, não pretendo adquirir mais "prisões" do que já possuo, passo muito tempo preso e esquecido, com as chaves da minha cadeia confinada no ventre de algum guarda imaginário.

"Com você é tudo ou nada."
"Tudo que você faz é exagerado."
"..."
Costumo a ouvir esse tipo de comentário com uma certa frequência. E que de fato é verdade. Não fumo,não uso drogas e nem bebo,falta de incentivo não foi, más há um porém; Concerteza morreria de tanto usar esses tipos de drogas, pois me tornaria dependente com muita facilidade e me acabaria em poucos anos, nunca sei quando parar...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Eu.[8]

6 meses de curso para me formar Bombeiro.
nem tão complicado demais, más nem tão simples assim.

Gritaria,choros,humilhações,falsidade fizeram parte da rotina durante esses meses.

Ah! Como eu gosto do militarismo. Transformar uma civil em um militar exemplar pode ser tornar algo bastante complicado, ainda mais se certa pessoa entra no meio somente para obter algumas vantagens.

O curso foi sofrido, más foi "gostoso", Adorava ver meus companheiros gemendo, não aguentando mais pagar flexão, ou não conseguindo superar a barreira do medo frente a piscina, a torre ou o tanque de mergulho. Ficava admirado em meio a 200 alunos observando um Tenente ou um Sargento berrando no nosso ouvido e mandando a gente pedir pra sair, dizendo que não somos nada. Ah! Como eu queria estar no lugar dele. Disciplina é tudo no militarismo, porém um ser humano não consegue seguir as regras dentro do padrão o tempo todo, independente de quem seja.

Cada matéria valia ponto, que somados ao final do curso seria sua nota de classificação. Até hoje não sei a minha, más sei que não foi boa, enquanto a maioria se matava de estudar, após horas de extresse constante, eu estava lá, aproveitando a minha vida do meu jeito, pois nas matérias práticas eu me saía muito bem, e só queria formar, nada mais que isso.


Aprendi muito, e acho que cresci bastante de 5 meses pra cá. O tenente mais carrasco que havia lá; No final de suas aulas disse coisas interessantes, e que valeu a pena refletir: "Por mais que você se esforce sempre terá alguém que vai superá-lo, você nunca será o melhor por muito tempo, então procure ser o melhor, para você mesmo, invista em você, não faça as coisas se sacrificando para passar falsa imagem sua, pois isso é passageiro. Os limites que vocês tinham antes de entrar para corporação foram transpassados, e o limite ainda é desconhecido, aspirem sempre algo mais, ainda não acabou, esta apenas começando.

Parei pra pensar nisso, e analisando o que ele disse juntamente com sua pessoa. Cheguei a uma vaga questão: Ele é rico, mora em um dos melhores bairros da cidade e não precisaria estar ali, então porque esta? Acho que a resposta todos sabem. EU ACHO!

Agora tenho um salário razoável e que tende só a aumentar, eu me esforçando ou não. Um Salário que serve como base para vôos mais altos, adiantando algumas etapas do meu objetivo.


19 mil por ano, nada mal...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Eu.[7]

Vamos porra! Faz alguma coisa o tempo esta passando, o mundo é grande e a vida é curta. Se vira!

Me pegava pensando nisso, ou desconfiando que era alguém falando comigo. Más não havia ninguém por perto, até hoje é assim. Se já estou louco, realmente não resta muito tempo até parar em um hospício.

O certo é que me minha auto crítica é rigorosa e o policiamento sobre mim também, acho que foi isso que me fez chegar pelo menos até os 20 anos de idade.

Tenho um objetivo na vida ,não será nada fácil consegui-lo, requer muito planejamento e força de vontade. Como já dizia Cazuza em Bete balanço: "Quem vem com tudo não dança."

Fiz um ano de curso pré vestibular para ingressar na tão concorrida Faculdade Federal de Minas Gerais. Infelizmente não passei. Como o esperado, não me abalei nem um pouco por ter estudado o ano todo e ter fracassado no final. O objetivo maior naquele ano não havia sido alcançado, porém portas foram abertas com o ingresso na carreira de Bombeiro militar após ter passado no concurso.

Os planos continuam os mesmos, só que com algumas aspirações a mais, ser autoridade é algo bastante interessante.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Eles.


"Só mais um passo além
De outro ponto final
Por onde me deixei
Nesse momento em que vou
Outra manhã, céu, nuvem.

E segue o andar, o adeus
Passado, verbo irreal
Pelo que não vejo
Amanhece onde estou
Outra manhã, sol
Nada de dor..."


Salve Pedro Morais e suas composições da qual eu admiro muito.



Depois de algum tempo, retornei. Resolvi antecipar a volta, só iria escrever após a ida ao sítio com uns amigos. ( 30/10/09 )

Como não irei mais, vou falar desses tais "amigos" que conheci a algum tempo...



Adeptos do "vão"...
Toda vez que leio esse nome lembro do tanto que eu não gosto. Sei que alguém me perguntará depois o porque de não gostar. já digo de anti mão que irei dizer apenas o seguinte: Deixa pra lá...

Bom, O começo de tudo foi quando fui chamado para comemorar o aniversário de uma colega que já estudou comigo. Após o evento fui requisitado para ir a um parque conhecer uma turma que estava se juntando. Pessoal animado, muitas caras novas, e dali começara o processo seletivo para o "restrito grupo" dos adeptos do "vão". Dai pra frente o pessoal começou a firmar um certo laço de amizade, além deles só andava em grupo com os velhos conhecidos de guerra ( luiz, Du, Willian, Felipe...).

Sempre aberto a novas "amizades" me envolvi um pouco mais com algumas pessoas; E como o esperado, trouxe um certo desconforto para alguns do grupo e para mim também.


Fofoca vai... Fofoca vem... E o pessoal continua junto, e eu axo isso muito bacana, porém monótono demais, as mesmas pessoas, as mesmas coisas e as mesmas previsíveis atitudes, assim como as minhas.

Não sei como me suportam, então que seja eterno enquanto dure. ( risos )


Pode ser uma opinião precoce e mutável, então o resumo desse texto sem nexo prefiro não expor.




sábado, 15 de agosto de 2009

Eu. [6]

Acho que ainda estou vivo...

Deixando um pouco de lado as relações amorosas e focando mais em superações surpreendentes. ^^

Bem, a vida continua e o que é passado somente se torna lembrança, mais nada; E Com o tempo se apaga da nossa memória. Então, mãos a obra, antes que eu esqueça...


Estudar pra que? Detesto estudar, que saco, más preciso fazer isso pra passar de ano e deixar meus pais orgulhosos. Era o que eu pensava naquela época.

Meus pais sempre ficavam no meu pé, para que eu pudesse estudar, acho que fiz 7 anos de aula particular. Aula mesmo nenhuma, era bagunça total, a professora fingia que explicava e eu fazia questão de fingir que aprendia. Conseguir 60% de 100 pontos pra passar de ano era a minha meta, quase um sonho, que nem sempre se realizava...

Fui empurrando com a barriga isso ai, pegava recuperação todo ano, seguido de dependência. ( que saco que era! )

no 2º ano foi muita vagabundagem. Comecei a fazer estágio na Diretoria de Finanças da Policia Militar. Que coisa boa! Aprendi muito sobre militarismo, organização e convivência em serviços administrativos. Antes do trabalho não estudava, depois então, só dentro da sala de aula mesmo, faltando 5 minutos pra iniciar a prova.

Não deu outra, fui a lona.

O primeiro da família do meu pai a ser reprovado no colégio; Era o que todos estavam esperando, a ovelha negra se manifestar de vez.

Não me abalei ( que novidade ), más meu pai sim. Minha mãe então me jogou mil pragas e meu pai todos os palavrões que conhecia, dizendo que agora seria motivo de chacota entre os familiares.

Repetir o ano...

Que bosta que foi no começo, minha vontade foi de fazer como aqueles loucos que entram na escola atirando em todos os seres que se movem. Porém teve o lado bom, conheci pessoas formidáveis como o Raphael e a Grazi, adorava discutir com eles sobre qualquer assunto. Lembro-me do plano de fazer o colégio parar, nem que seja por 1 minuto e deixar todos perdidos. Execução:No dia que o pessoal do 3º ano tiver que voltar ao colégio, no intervalo, colocar 1 bomba em cada banheiro masculino, e 3 peidos alemães distribuídos pelo pátio. Na Teoria seria a coisa mais legal de se ver. O ato em si não tinha graça ,eu adoro ver as pessoas em pânico ou com medo, isso pra mim é a maior demonstração da fraqueza do ser humano. ^^

Resultado do plano: 1 bomba explodiu, não conseguimos colocar os peidos alemães no mesmo dia.
Más valeu a pena. No outro dia fui usar os peidos alemães e levei suspensão de 3 dias...

O Ano se foi, o outro ano foi pior, Raphael se foi e a Grazi foi pra outra sala. Surge ai minha ultima decepção amorosa que não vou citar, ja cansei disso.

3º ano do ensino médio e lá estava eu achando que mandava no colégio inteiro, todos os diciplinários me conheciam, a diretora já estava cansada de ver minha cara, porém alguns me viam com bons olhos, A pele de cordeiro as vezes era bem efetiva. Fui presidente do Grémio estudantil, comandante do pelotão fardado na marcha de 7 de Setembro e minha turma fez a melhor hora cívica que já existiu naquele colégio, segundo os próprios professores.

Aprendi muito quando fui presidente do grémio, liderança é algo complicado, quando com quem você trabalha não tem vontade de fazer as coisas, e lutar por seus direitos, uma tropa não é nada sem um líder e um líder não é nada sem a união da tropa. Tinha métodos efetivos de resolver isso, porém não quis perder a amizade de alguns.

Ahhh que legal, mais uma reprovação no final do ano. A família via aquilo como uma profecia, um caso perdido. Porém eu sempre tive uma meta, e nunca aprendi nada para passar de ano, e sim que servisse para minha formação pessoal. Ninguém nunca entendeu. E nem fiz questão que entendessem. Más não podia mais perder tempo naquele maldito colégio, já tinha 18 anos. Precisava começar a fazer os preparativos para a vida que pretendo levar depois dos meus 35 anos.

No outro ano não voltei ao colégio, meu pai havia matriculado eu e minha irmã num curso pré vestibular e eu fui fazer supletivo, em 3 meses terminei meu ensino médio. ^^

Engraçado, como o Daniel, um garoto problemático assim passou em um concurso público? Sorte? Poderia ter sido, se ele não tivesse passado em mais 3 concurso públicos posteriormente...

sábado, 8 de agosto de 2009

Eu. [5]

...(Que preguiça)...

" O beijo é um procedimento inteligentemente desenvolvido para interrupção mútua da fala quando as palavras tornam-se desnecessárias."

Quem não se lembra do primeiro beijo que deu? Daquela sensação diferente, de ficar enrolando uma língua na outra, abrindo e fechando a boca, como uma bomba de sucção.

Eu me lembro, Sim eu me lembro!

Após o término, vindo em mente aquela voz dizendo: Então é só isso? Só tente não bater os dentes e não esqueça de fechar os olhos da próxima vez. ( risos )

Festa de casamento em uma cidade do interior. Lá estava Daniel e seus primos nem um pouco comportados, comentando sobre as meninas que estavam na festa.

Más como assim? Uma menina me chamando e falando que a amiga dela quer me beijar? Perai! Como assim, Do nada? Amor a primeira vista? ( eu ainda acreditava nesse tipo de coisa. ^^ )

Tudo bem. Vou lá ver quem é?

Hum... A menina é bonita ( isso é bom ). Aqui vou eu...

???????? Ela esta bêbada. E daí?

-Ei menina aonde você ta me levando?

"Vem cá."

Rumo a rua ao lado, só deu tempo de avisar meu primo pra assobiar caso algo aconteça.

2 casais, um banco e uma pilha grande de tijolos.

Que isso? Já me senta no banco e senta no meu colo?

Ah, ela quer diversão com um garoto "travado" .

primeiro beijo, gostei quero mais. Mais. Mais...

Hum? Aonde o outro casal vai? Ah nem me interessa também.

Más porque a menina não quer ir? Esta tirando a minha concentração, que saco.

???? mão dentro da minha camisa. Hum... Devo fazer o mesmo? Não seria abusar demais não?

Quem sabe, nunca faça o que não quer que façam com você. ^^

Ahh Era o que faltava no ápice do "amor" uma velha de óculos gritando a menina, e virando a esquina.

Ops! Hora de correr, deixei ela lá e fui pra traz da pilha de tijolos. Sem perceber, o outro casal já tinha saído de cena e a velha gritando que nem uma louca dizendo que ia contar tudo pro pai dela ( que azar o meu e o dela, eu estava gostando daquilo tudo).

Ela voltou pra festa com essa pessoa que depois fiquei sabendo que era tia dela, e a outra garota era prima.

Dia seguinte ela volta à casa da minha Tia ( onde aconteceu a festa ).

De ressaca más em sã consciência, disse que não se lembrava de muita coisa, porém pelos dizeres deu a perceber que eu ainda estava na jogada .^^

Não sei o que, más algo fez com que ela voltasse, Pena que eu iria embora naquele mesmo dia.
Andamos pela cidade, nos conhecemos melhor. E o que eu tenho até hoje guardado na memória é o ato e o presente.

Ganhei de lembrança o cordão que ela usava no pescoço, com a inicial de seu nome. Disse pra mim nunca se esquecer dela.

Voltei pra casa com a cabeça nas nuvens. pensando quando voltaria naquela cidade a 200 Km de casa.

Cheguei na escola com o cordão no pescoço, ( como pude fazer isso? ) Achando que era homem.

Ah! Eu Já sei beijar na boca, agora posso tudo.

Depois de 4 anos voltei a cidade, ainda mantinha contato com ela, más infelizmente ela disse que não daria pra ir até a cidade. Então decidi ir até ela, mesmo sem saber chegar.

perguntei meu primo, ele me levou na rodoviária, entrei no ônibus e segui viagem rumo ao desconhecido.

Chegando lá, fiquei um pouco receoso. Não conhecia nada nem ninguém, e pra ajudar, meu celular estava sem sinal.

Não desanimei, a cidade só tinha 2 ruas, moleza encontrar.

Vi aquele ser idealizado vindo em minha direção, Eu já não era a mesma pessoa de antes, muito menos ela, porém a consideração se manteve.

Conheci 30% da população da cidade, fui apresentado para seus familiares e para seu namorado. É isso mesmo, namorado. Não me importei, como havia dito, não era mais o mesmo Daniel "travado" de antes. E as intenções não mudaram. Quando fui a casa de sua avó, fiquei surpreso. Ela conhecia minha bisavó, meu bisavô e minha tataravó. O irmão dela, era amigo de meu avô a muitos e muitos anos. ( como o mundo é pequeno ).

Hora de pegar o ônibus de volta. Somente 2 seres de sexo distinto num ponto de ônibus a beira da estrada. Mostrei pra ela o cordão que ela tinha me dado como lembrança. Havia pensado na reação dela tomando base no comportamento feminino. Falho!

- Você se lembra disso?
- Não.
-Você me deu a 4 anos atraz ( quis jogar o cordão na estrada, e esperar ela ir pegar para um caminhão passar por cima dela )
-Desculpa más não me lembro disso.
-( Não faz mal. Más eu não poderia ir embora assim. )

Chego mais perto dela, dou-lhe o cordão e um beijo de brinde...
1 hora depois chega o ônibus, pego o cordão de volta e vou pra casa, não como da ultima vez. Más guardando o passado na gaveta assim como o cordão.

sábado, 4 de julho de 2009

Eu. [4]

3 garotos, 30 figurinhas e 2 pensamentos em comum... 2 figurinhas roubadas 2 garotos satisfeitos e os 3 felizes porque o que foi roubado nem percebeu o ato.

Ali começava a surgir uma amizade estranha e fora do normal.

2 garotos que sempre se entendiam mais pelos atos do que pelas palavras. Lembro-me das brincadeiras de brigar de verdade, más sempre respeitando e cuidando da integridade física do outro.

Esse garoto mimado e de atitudes estranhas se chama Luiz; pessoa que a vejo como o Estados Unidos, Sabe manipular de forma agressiva e chantagiosa para conquistar seus objetivos, admiro muito isso.

Em um segundo momento surge seu irmão mais novo, Eduardo. "Que garoto chato!"
Era o que mais eu ouvia por ai. O que não deixava de ser verdade, porém era tolerável na maioria das vezes. Ele empolga demais! É uma das pessoas que posso contar em qualquer situação e que dificilmente me deixará na mão. Bastante inteligente, com uma facilidade incrível de aprender as coisas e saber usa-las na hora certa, porém ainda é uma pessoa que se deixa levar sem perceber.

Tudo começou com uma briga na porta do prédio, 3 contra 5 botamos pra correr! Depois dessa façanha sem muito sentido começamos a ficar conhecido e mal visto no bairro, depois que conheci mais dois irmãos muito loucos, Willian e Felipe o bixo pegou! Não havia um quarteirão de prédios que não tinhamos "inimigos". Como era engraçado correr desesperado achando que ia morrer ou apanhar de uns 5 e depois entrar no prédio e ficar rindo de tudo como se fosse uma brincadeira. Nos achavamos os caras, a ponto de pegar revolveres e ir atraz de alguns "fodões" da área.
Certas vezes arrumamos confusão com traficantes da região, como escapamos? Ainda não sei...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Eu [3]

Tempo disponível, que coisa boa. Só volto a trabalhar na segunda... Então retorno ao tal Blog dos relatos insignificantes.


Bom, a partir daí, meados de 2001 começaram as festas no colégio Tiradentes.
Festas que nunca me trouxeram boas lembranças.

A primeira festa foi a melhor, execeto por mais uma desilusão amorosa; Desde 2001 até 2009 nunca consegui beijar uma menina no desenrolar da festa, que frustração! Quando digo que sou tímido ninguém acredita.

Lembro que na segunda feira vinha sempre os comentários, " Eu peguei fulana, Eu peguei ciclana, e você Daniel?" aquilo era a morte para mim...

Dai comecei a usar óculos e aparelho ( que gracinha ). Nem ligava, toda semana arrancava tudo do aparelho e perdia um óculos por mês...

Na mesma época depois de constantes brigas no prédio em que eu morava, mudamos para o mesmo bairro que ficava o colégio Tiradentes, num conjunto de casas ao "pé" de uma favela.
Ali naquela comunidade aprendi muito, e conheci muita coisa. Aprendi o que era, miséria, morte, sobrevivência, desavença e outras coisas mais. Havia uma boca de fumo na rua ao lado da minha.
Apesar de ser filho de militar sempre andei no meio de todos e igual a todos, não criava diferença e nem tinha motivo pra isso. recordo de alguns que brincavam comigo na rua e anos depois brincavam de Bang Bang com a policia. Com 2 amigos formei um grupo de Rap, só quem vive aquela realidade sabe do que se trata o verdadeiro Rap. Más tempos depois um integrante se envolveu demais com quem não devia e saiu do grupo.

Inicio da Adolescência, tudo era novo e motivante, foi dali que comecei a explorar meu senso revoltante, conhecer os dois lados da moeda. Eu escutava algumas músicas e sentia aquele ódio vindo de dentro, lembrava de algumas cenas rotineiras daquele local, panela vazia, meninos sem roupa, arma na mão, corpo no chão e prostituição. Eu achava que poderia mudar o mundo, que ironia. Ideologia, ainda procurava uma pra viver...

Brigava direto dentro de casa, não aceitava ordens sem questioná-las até não achar mais saídas. E isso deixava minha mãe louca, porque discutíamos e eu a deixava sem saída, daí ela usava de autoridade e abuso de poder ( risos ), numa dessas vezes quase me queimou, depois de despejar uma garrafa de alcool em mim. Amo ela demais.

Apesar de ir morar perto do colégio, sempre ia pra casa da minha tia, que ficava no bairro ao lado, bairro de onde vim. Lá surgiram 2 irmãos, peças importantes para o meu crescimento no ramo da vadiagem e outras coisas mais.

Deixarei pra falar deles separadamente porque a história é longa.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Eu. [2]

Voltando a expor um pouco da minha vida. Não queria fazer isso más, depois que comecei tenho que terminar, e está sendo bom pra mim, ressurgir flashes na minha memória daquele tempo bom e confuso.

Essa segunda parte é o início de minha adolescência, início da formação do meu pensamento "racional".

12 anos de idade, 3 de Fevereiro de 2000.

Um novo mundo se inicia, minha segunda casa, Colégio Tiradentes da Policia Militar( Quanta loucura! )

Por sorte ou azar, não sei definir ainda, más no ano que entrei no colégio não precisou fazer a prova de seleção. Então a partir daí o nível do colégio acho que caiu, porque entrou todo quanto tipo de aluno: Indisciplinado, estudioso, bandido, ladrão...

5ª Série. Alguns conhecidos de outras escolas como o Alyssom, ilustríssima pessoa que eu sempre fui afim de bater. Cheguei ao colégio um pouco receoso, lembrando da voz do meu pai martelando na minha cabeça: Você agora estuda num colégio militar FICA ESPERTO! ( como se isso fosse mudar muita coisa. Acho que Daniel sempre é Daniel. ¬¬

E ali se iniciava a minha vida social de fato. Meu ciclo de amizades até hoje é muito influenciado por alguns elementos daquele colégio "bem falado".

Pelo que me recordo da 5ª série fui um bom aluno, tirava notas boas e não era muito visado, por ser novato, mesmo sendo indisciplinado. Se no colégio que eu e o Alyssom estudávamos tomar ocorrência era coisa MUITO séria, no Tiradentes era coisa rotineira...

Adolescente, sabe como é, fase das descobertas e mudança do corpo.

Até os meus 15 anos tratava garotas como garotos, salvo algumas excessões. Os brutos também amam.

E é incrível o tempo que eu amei. Amei várias garotas sem ser amado por nenhuma ( risos )

Confesso que todas por quem me apaixonei tive chances reais de ter algo com elas, porém sempre tive e ainda tenho um inimigo invisível que sufoco-o diariamente. A timidez.
Alguns poderão ler esse trecho e dar uma risadinha e pensar algo contrário. Más sempre tive dificuldade em expor meus sentimentos, vejo essa exposição de sentimento como algo humilhante, sempre gostei dos gestos e das intenções supostas, em contra partida as palavras diretas, a queima-roupa.
A primeira garota por quem me apaixonei era da minha sala na 5ª série. Minha amiga Larissa queria que eu citasse nomes, más não citarei o nome das minhas princesas idealizadas.

Conheci um garoto chamado Cláudio, gente finíssima, rapaz muito correto, até hoje. Diziam que ele parecia comigo, por isso ainda hoje o chamo de irmão. Nos identificamos muito naquela época porque ele estava na mesma situação do que eu e trocávamos esperanças e experiências, ele sempre teve bom gosto, a garota que ele gostava anos depoisse tornou Miss Belo Horizonte.

Bati o olho e pensei: Putz essa menina é foda! Inteligente, bonita, sociável, o pai dela é amigo do meu pai...Tudo certo!

Com a ideia fixa, passei a conversar com minha "princesa" idealizada, me aproximar e tal, mais do que inconveniente, do meu jeito mesmo e até que estava dando certo. Ela já sabia da minha intenção assim como toda a torcida do Flamengo. Nos encontrava-mos coicidentemente no clube aos finais de semana, era como se fosse um sonho para mim, transbordava de felicidade só de vê-la. Tudo bem que as vezes largava ela jogando voley sozinha para ir jogar futebol com os amigos más era relevante.

Um certo dia no clube não me segurei e disse a ela o que sentia. Quando terminei de dizer corri e pulei dentro piscina sem olhar pra traz de tanta timidez. Argh eu fico rindo disso até hoje.
Nesse mesmo dia ela disse para uns amigos que eu era uma pessoa determinada, que se continuasse assim, poderia acontecer algo. ¬¬

Me animei, natural, Até que depois de um tempo veio a noticia e a partir dai fui ao inferno pela primeira vez. A garota destaque da turma está grávida.... Sem comentários. ¬¬

sábado, 16 de maio de 2009

Eu.

20 anos! 2 décadas, 20 Verões, 20 voltas em torno do sol.

É o tempo que eu tenho vivido. E não foi nada fácil ( risos )

Pretendo contar um pouco do que foi minha vida até esse instante, será um texto longo então vou procurar fazê-lo em partes para facilitar a leitura das pessoas que se animam vir até aqui nesse blog.


Desde de pequeno fui uma pessoa elétrica e curiosa, uma preocupação para meus pais.

Com 4 anos comecei a ir para o jardim. Que coisa boa! Eu em recordo disso. Estudei em 2 jardins de infância.

no Primeiro deles conheci um grande amigo que se chama Hector, até hoje o considero demais!

Não me sentia uma pessoa diferente, ainda acho que não sou, más fazia coisas muito estranhas, não tinha muita conciência das coisas naquele tempo, acho que isso é ser criança.

Uma vez minha turma foi assistir filme na casa ao lado. Video Cassete não era muito comum naquela época. Quando a professora bobiou eu sai da sala, passei pela cozinha e abri a porta que dava para a rua. Caminhei até o portão da escola, abaixo minhas calças e começo a urinar no portão até que fui interrompido pela professora...

Hoje tendo conciência, penso que naquela época ja tinha algo estranho na minha mente. ( depois falarei mais sobre isso ).

No segundo jardim que eu estudava, o que me indignava era perder alguns recreios por ficar de castigo. Minha professora do 2º período uma vez disse a uma mulher: Não quer levar esse menino pra você não? Ele é muito cara de pau, a cara dele não queima... Eu nem ligava e nem sabia o que estava acontecendo direito ( risos ).
Naquela época as vezes me sentia mais esperto, a ponto de começar a roubar meus coleguinhas e dar as coisas pra minha irmã que estudava lá também. Porém isso resultou em 4 dedos queimados na boca do fogão pela minha mãe. Não foi um método muito eficaz o dela, pq os furtos continuaram por um longo tempo. ^^


Lembro-me até hoje de meus pais me dizendo sobre a marca que tenho na cabeça. Eu pulava do meu berço ia na cozinha, misturava sal, café e açucar e ficava batendo na panela, acordava todos eles, até que um belo dia o armário da cozinha caiu sobre mim... É o relato mais antigo que tenho sobre mim, sem falar do gato que meu pai tinha que o coloquei dentro da panela com água que estava no fogo.

O gato não morreu, más depois o matei o jogando pela janela do 2º andar. Quase morri de tanto apanhar do meu pai tbm ( risos )

Lembro como se fosse ontem, até hoje depois de tanto tempo muitos dos que ficaram sabendo no dia ou viram não esqueceram mais.

Nunca gostei muito de gatos, depois de ter apanhado então, tinha tomado raiva.
O prédio que o Hector morava tinha muitos gatos. Uma vez fui no fundo do prédio e vi 4 filhotes, isso me lembrou meu pai me batendo, nisso fiquei com raiva e me aproximei deles. Quando peguei um deles pensei no que fazer. Nessa hora parecia que tinha alguém dentro de mim, eu fiquei com medo do que ia fazer dali adiante, más a outra voz parecia bastante decidida e furiosa, então deixei me levar por ela. Com o corpo tremendo como se não quisesse fazer aquilo, matei os 4 gatos, um de cada vez. Jogava-os na parede e depois na cerca de espinhos. Quando terminei sai de lá e fui brincar na frente do prédio com meus colegas na maior naturalidade. Eu era criança, más hoje eu sei que havia algo em mim que nunca foi.

Boas Vindas

Muito Prazer!

Resolvi criar esse blog para expor um pouco mais sobre minhas ideias e comportamentos atravez das palavras. Não será nada padrão, muito menos bonito porém sincero.

Sempre quis ter um blog só meu, más nunca segui com essa ideia em diante, até que uma amiga ( doida ) Larissa me deu a energia de ativação que eu precisava pra começar a escrever. Logo agora que quase não tenho tempo. ^^



Tenho um outro Blog, é em conjunto com mais 2 pessoas que nunca postam. ¬¬

Se quiser depois dê uma passadinha lá: www.umbrog.blogspot.com

Até mais.