Num dia qualquer dentro da sala de aula do curso pré vestibular em uma aula de geografia sobre Globalização e Neoliberalismo, me peguei fixando o olho em um cartum no mesmo momento em que pensava em como escapar da situação em que eu me encontrava devendo uma quantia alta/baixa ( depende da sua situação financeira ).
O cartum dizia mais ou menos assim: Pai é verdade que existe gente que come o que quiser e na hora que quiser? O pai responde que sim, então ele continua dizendo e olhando para alguns prédios de luxo que estava a sua frente e depois olha pro céu e diz: Que planeta será que eles vivem pai?
Hoje não deu pra ele pensar no pivete sem comida, porque ele estava na hidromassagem do flat.
Hoje não deu pra ele pensar no pivete sem moradia, porque ele estava num navio de luxo, fazendo cruzeiro marítimo.
Hoje não deu pra ele pensar no pivete sem escola, porque ele estava a 300km/h tirando raxa com sua Ferrari.
Hoje não deu pra ele pensar no pivete sem brinquedo, porque ele estava gastando seu dinheiro num cassino em Dubai.
Hoje não deu pra ele pensar no pivete sem infância, porque o pivete estourou os miolos dele com uma Micro-Uzi 1250 tiros por minuto. ( Facção Central )
Aquilo me incomodou porque logo em seguida o professor me bombardeia com explicações sobre desigualdade social relacionado ao anti mercado e a disputa desigual para se ingressar em uma universidade federal.
Sempre vi duas maneiras de se resolver qualquer problema, o modo ético e o anti ético. Já tinha minha opinião formada de que independente do caminho a ser escolhido para a resolução dos problemas era sempre para o mesmo fim, então que se dane a honestidade nesse ponto!
O "outro jeito" de se resolver as coisas sempre foi o meu forte, então sempre dei mais ênfase ao "caminho mais curto", aquele que seus pais nunca lhe ensinaram, más que você aprende com o tempo, e percebe que quem realmente se transformou em alguém de verdade em algum instante cortou esse caminho nada aceitável pela maioria, más necessário para sua ascensão ou sobrevivência seja lá qual for o contexto.
Não vou passar a minha vida trabalhando para ter uma casa, um carro e uma família, não mesmo. Eu quero viver e eu ainda vou conseguir. Eu não aguento mais passar ao lado de um carro importado olhar pro motorista e depois olhar pra mim mesmo e ficar pensando no que aquele cara poderia ter feito pra estar naquela situação.
Tenho condições de pagar minha dívida tranquilamente dividida de 84x ( risos )más não! Eu não quero. Eis o motivo em que precisava para aguçar a minha revolta, eu fico puto quando penso que tem gente que não teria condiçoes alguma de pagar e outros que pagariam rindo, como se fosse comprar um carrinho de brinquedo na loja.
"Quem não se arrisca ao fracasso não alcança o sucesso."
Aqui vou eu, fazer alguém chorar por contribuir para um mundo desigual...
sábado, 16 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Eu. [14]
Que isso aí!? ... Puta que pariu! ... Agora fudeu! ( o teto vai bater no chão, e agora?)... ... ... Ta todo mundo bem aí? Alguém se machucou?
Depois de ter certeza que eu estava intacto, retirei o cinto de segurança, corri o olho rapidamente em todos, subi no meu banco e abri a porta do carro, que estava para cima. O carro havia capotado.
Foi como um jogo de azar, que uma vez ou outra alguém consegue ganhar. O carro tombou e atravessou metade da pista, na outra metade ele virou de cabeça pra baixo e se arrastou até a vala do canteiro central, sem nenhum carro colidir com o nosso na trajetória transversal de uma BR movimentada numa quinta feira as 19 horas.
E mais uma vez meu sistema de defesa funcionou perfeitamente, parece algo herdado de algum grupo de caçadores dos primórdios de nossa raça. Saí do carro, ajudei todos a sair, dispensei qualquer tipo de ajuda e viramos o carro para sua posição normal.
Eu não senti medo, eu não senti raiva, eu não estava preocupado com o prejuízo de um carro de 54.000 R$ sem seguro, queria apenas resolver aquilo ali da melhor forma possível e o que passava na minha cabeça o tempo todo era somente a música que estávamos ouvindo quando o carro capotou e que mesmo assim ainda continuou tocando... Um salve para o U2.
Enfim, liguei o carro estacionei do outro lado da Br e chamei um guincho para reboca-lo. Nesse meio tempo? Tomei refrigerante e fiquei conversando com os passageiros sobre o ocorrido e ouvindo música no carro.
Impressionado não! Um pouco chateado em ter que pagar essa merda mas, a vida continua...
Depois de ter certeza que eu estava intacto, retirei o cinto de segurança, corri o olho rapidamente em todos, subi no meu banco e abri a porta do carro, que estava para cima. O carro havia capotado.
Foi como um jogo de azar, que uma vez ou outra alguém consegue ganhar. O carro tombou e atravessou metade da pista, na outra metade ele virou de cabeça pra baixo e se arrastou até a vala do canteiro central, sem nenhum carro colidir com o nosso na trajetória transversal de uma BR movimentada numa quinta feira as 19 horas.
E mais uma vez meu sistema de defesa funcionou perfeitamente, parece algo herdado de algum grupo de caçadores dos primórdios de nossa raça. Saí do carro, ajudei todos a sair, dispensei qualquer tipo de ajuda e viramos o carro para sua posição normal.
Eu não senti medo, eu não senti raiva, eu não estava preocupado com o prejuízo de um carro de 54.000 R$ sem seguro, queria apenas resolver aquilo ali da melhor forma possível e o que passava na minha cabeça o tempo todo era somente a música que estávamos ouvindo quando o carro capotou e que mesmo assim ainda continuou tocando... Um salve para o U2.
Enfim, liguei o carro estacionei do outro lado da Br e chamei um guincho para reboca-lo. Nesse meio tempo? Tomei refrigerante e fiquei conversando com os passageiros sobre o ocorrido e ouvindo música no carro.
Impressionado não! Um pouco chateado em ter que pagar essa merda mas, a vida continua...
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