domingo, 10 de outubro de 2010

Eu. [14]

Que isso aí!? ... Puta que pariu! ... Agora fudeu! ( o teto vai bater no chão, e agora?)... ... ... Ta todo mundo bem aí? Alguém se machucou?

Depois de ter certeza que eu estava intacto, retirei o cinto de segurança, corri o olho rapidamente em todos, subi no meu banco e abri a porta do carro, que estava para cima. O carro havia capotado.

Foi como um jogo de azar, que uma vez ou outra alguém consegue ganhar. O carro tombou e atravessou metade da pista, na outra metade ele virou de cabeça pra baixo e se arrastou até a vala do canteiro central, sem nenhum carro colidir com o nosso na trajetória transversal de uma BR movimentada numa quinta feira as 19 horas.

E mais uma vez meu sistema de defesa funcionou perfeitamente, parece algo herdado de algum grupo de caçadores dos primórdios de nossa raça. Saí do carro, ajudei todos a sair, dispensei qualquer tipo de ajuda e viramos o carro para sua posição normal.
Eu não senti medo, eu não senti raiva, eu não estava preocupado com o prejuízo de um carro de 54.000 R$ sem seguro, queria apenas resolver aquilo ali da melhor forma possível e o que passava na minha cabeça o tempo todo era somente a música que estávamos ouvindo quando o carro capotou e que mesmo assim ainda continuou tocando... Um salve para o U2.

Enfim, liguei o carro estacionei do outro lado da Br e chamei um guincho para reboca-lo. Nesse meio tempo? Tomei refrigerante e fiquei conversando com os passageiros sobre o ocorrido e ouvindo música no carro.

Impressionado não! Um pouco chateado em ter que pagar essa merda mas, a vida continua...

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