tocados em ritos criado sobre grito de dores, angústia no porão, desejo de vingança, solidão.
Piedade? hoje não, talvez quando tinham coração...
Mais cauteloso do que nunca, as coisas estão acontecendo muito rápido, e sei que assim que o bonde acelera é difícil frear, ainda mais quando o maquinista do bonde se divide em dois. Puxa o freio ou acelera?
Estou a 4 dias sem dinheiro algum, e só recebo daqui 3 dias, tudo isso porque ajudei a comprar uma arma. Más não era pra estar assim, foi um investimento do qual o retorno viria 1 dia depois...
Já havia planejado tudo, nos mínimos detalhes. O Alvo era um traficante conhecido no bairro de um amigo, nos daria um lucro de aproximadamente 3 mil reais, 30 gramas de pó para vender e sua moto.
A traição é algo cruel, muito cruel e bastante comum no meio onde estou inserido.
Quem nos informou de tudo foi um de seus vendedores que queria tomar o lugar dele de dono da área e precisava de alguém para acabar com seu reinado de destruidor de famílias, mortes e prisões; E lá estava eu, disposto a dar um fim no traficante para que o ciclo continuasse, minha única preocupação era em obter os lucros, ao meu ver ele merecia morrer, assim como eu também mereço...
Éramos 7, 5 no meu carro e 2 de moto.
A moto ficaria em uma rua paralela, somente esperando o sinal para o garupa vir correndo e subir na moto roubada e leva-la ao local combinado levando um dos que estava no meu carro na garupa, e a outra moto iria levar mais um dos nossos. No final das contas ficaria 3 pessoas no meu carro mais o traficante, que seria levado a um local para ser executado.
Enfim chegou a hora, eu e meu velho amigo que por sinal estava muito tenso, más não via mais saída, era esperar ele chegar com o pedido e deixar que eu fizesse o que tinha que ser feito.

... Uma moto para ao nosso lado...
Estava bastante calmo, sentado no meio-fio escondendo um revólver com 4 balas.
Era uma pessoa de aproximadamente 25 anos, bem aparentado, corpo malhado, tatuagens e um sorriso esperto. Até então nada de desconfiança, meu amigo abre a mochila pra fingir pegar o dinheiro, e então eu anuncio o assalto.
Seus olhos arregalam, ele desceu da moto e tirou o capacete, disferi um soco em seu peito e o mandei colocar a mão na parede, assim que disse ao amigo para algema-lo acontece um imprevisto. Ele correu, correu desesperadamente; Más a minha calma era maior que seu desespero, e ali foi o primeiro disparo...
Ele não caiu e então saí em disparada atraz do desgraçado, após uns 200 metros ele cansa, e ouço gente gritando, ignorei todos na rua, ele queria entrar em um beco, más não aguentava mais, sua blusa estava suja de sangue, o empurrei com a mão esquerda para dentro do beco e ele me viu pela última vez, ergui a mão direita e disparei, bem em sua cabeça a queima roupa, ele caiu e eu ouvi um barulho de carro derrapando, hesitei, não peguei nada dele e voltei correndo...
Ninguém pêgo, ninguém preso, ninguém suspeito.
ninguém lucrou, ninguém ganhou e alguém perdeu.
E como diria Eduardo do Grupo Facção Central: A marcha fúnebre prossegue...
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