20 anos! 2 décadas, 20 Verões, 20 voltas em torno do sol.
É o tempo que eu tenho vivido. E não foi nada fácil ( risos )
Pretendo contar um pouco do que foi minha vida até esse instante, será um texto longo então vou procurar fazê-lo em partes para facilitar a leitura das pessoas que se animam vir até aqui nesse blog.
Desde de pequeno fui uma pessoa elétrica e curiosa, uma preocupação para meus pais.
Com 4 anos comecei a ir para o jardim. Que coisa boa! Eu em recordo disso. Estudei em 2 jardins de infância.
no Primeiro deles conheci um grande amigo que se chama Hector, até hoje o considero demais!
Não me sentia uma pessoa diferente, ainda acho que não sou, más fazia coisas muito estranhas, não tinha muita conciência das coisas naquele tempo, acho que isso é ser criança.
Uma vez minha turma foi assistir filme na casa ao lado. Video Cassete não era muito comum naquela época. Quando a professora bobiou eu sai da sala, passei pela cozinha e abri a porta que dava para a rua. Caminhei até o portão da escola, abaixo minhas calças e começo a urinar no portão até que fui interrompido pela professora...
Hoje tendo conciência, penso que naquela época ja tinha algo estranho na minha mente. ( depois falarei mais sobre isso ).
No segundo jardim que eu estudava, o que me indignava era perder alguns recreios por ficar de castigo. Minha professora do 2º período uma vez disse a uma mulher: Não quer levar esse menino pra você não? Ele é muito cara de pau, a cara dele não queima... Eu nem ligava e nem sabia o que estava acontecendo direito ( risos ).
Naquela época as vezes me sentia mais esperto, a ponto de começar a roubar meus coleguinhas e dar as coisas pra minha irmã que estudava lá também. Porém isso resultou em 4 dedos queimados na boca do fogão pela minha mãe. Não foi um método muito eficaz o dela, pq os furtos continuaram por um longo tempo. ^^
Lembro-me até hoje de meus pais me dizendo sobre a marca que tenho na cabeça. Eu pulava do meu berço ia na cozinha, misturava sal, café e açucar e ficava batendo na panela, acordava todos eles, até que um belo dia o armário da cozinha caiu sobre mim... É o relato mais antigo que tenho sobre mim, sem falar do gato que meu pai tinha que o coloquei dentro da panela com água que estava no fogo.
O gato não morreu, más depois o matei o jogando pela janela do 2º andar. Quase morri de tanto apanhar do meu pai tbm ( risos )
Lembro como se fosse ontem, até hoje depois de tanto tempo muitos dos que ficaram sabendo no dia ou viram não esqueceram mais.
Nunca gostei muito de gatos, depois de ter apanhado então, tinha tomado raiva.
O prédio que o Hector morava tinha muitos gatos. Uma vez fui no fundo do prédio e vi 4 filhotes, isso me lembrou meu pai me batendo, nisso fiquei com raiva e me aproximei deles. Quando peguei um deles pensei no que fazer. Nessa hora parecia que tinha alguém dentro de mim, eu fiquei com medo do que ia fazer dali adiante, más a outra voz parecia bastante decidida e furiosa, então deixei me levar por ela. Com o corpo tremendo como se não quisesse fazer aquilo, matei os 4 gatos, um de cada vez. Jogava-os na parede e depois na cerca de espinhos. Quando terminei sai de lá e fui brincar na frente do prédio com meus colegas na maior naturalidade. Eu era criança, más hoje eu sei que havia algo em mim que nunca foi.
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