quarta-feira, 27 de maio de 2009

Eu. [2]

Voltando a expor um pouco da minha vida. Não queria fazer isso más, depois que comecei tenho que terminar, e está sendo bom pra mim, ressurgir flashes na minha memória daquele tempo bom e confuso.

Essa segunda parte é o início de minha adolescência, início da formação do meu pensamento "racional".

12 anos de idade, 3 de Fevereiro de 2000.

Um novo mundo se inicia, minha segunda casa, Colégio Tiradentes da Policia Militar( Quanta loucura! )

Por sorte ou azar, não sei definir ainda, más no ano que entrei no colégio não precisou fazer a prova de seleção. Então a partir daí o nível do colégio acho que caiu, porque entrou todo quanto tipo de aluno: Indisciplinado, estudioso, bandido, ladrão...

5ª Série. Alguns conhecidos de outras escolas como o Alyssom, ilustríssima pessoa que eu sempre fui afim de bater. Cheguei ao colégio um pouco receoso, lembrando da voz do meu pai martelando na minha cabeça: Você agora estuda num colégio militar FICA ESPERTO! ( como se isso fosse mudar muita coisa. Acho que Daniel sempre é Daniel. ¬¬

E ali se iniciava a minha vida social de fato. Meu ciclo de amizades até hoje é muito influenciado por alguns elementos daquele colégio "bem falado".

Pelo que me recordo da 5ª série fui um bom aluno, tirava notas boas e não era muito visado, por ser novato, mesmo sendo indisciplinado. Se no colégio que eu e o Alyssom estudávamos tomar ocorrência era coisa MUITO séria, no Tiradentes era coisa rotineira...

Adolescente, sabe como é, fase das descobertas e mudança do corpo.

Até os meus 15 anos tratava garotas como garotos, salvo algumas excessões. Os brutos também amam.

E é incrível o tempo que eu amei. Amei várias garotas sem ser amado por nenhuma ( risos )

Confesso que todas por quem me apaixonei tive chances reais de ter algo com elas, porém sempre tive e ainda tenho um inimigo invisível que sufoco-o diariamente. A timidez.
Alguns poderão ler esse trecho e dar uma risadinha e pensar algo contrário. Más sempre tive dificuldade em expor meus sentimentos, vejo essa exposição de sentimento como algo humilhante, sempre gostei dos gestos e das intenções supostas, em contra partida as palavras diretas, a queima-roupa.
A primeira garota por quem me apaixonei era da minha sala na 5ª série. Minha amiga Larissa queria que eu citasse nomes, más não citarei o nome das minhas princesas idealizadas.

Conheci um garoto chamado Cláudio, gente finíssima, rapaz muito correto, até hoje. Diziam que ele parecia comigo, por isso ainda hoje o chamo de irmão. Nos identificamos muito naquela época porque ele estava na mesma situação do que eu e trocávamos esperanças e experiências, ele sempre teve bom gosto, a garota que ele gostava anos depoisse tornou Miss Belo Horizonte.

Bati o olho e pensei: Putz essa menina é foda! Inteligente, bonita, sociável, o pai dela é amigo do meu pai...Tudo certo!

Com a ideia fixa, passei a conversar com minha "princesa" idealizada, me aproximar e tal, mais do que inconveniente, do meu jeito mesmo e até que estava dando certo. Ela sabia da minha intenção assim como toda a torcida do Flamengo. Nos encontrava-mos coicidentemente no clube aos finais de semana, era como se fosse um sonho para mim, transbordava de felicidade só de vê-la. Tudo bem que as vezes largava ela jogando voley sozinha para ir jogar futebol com os amigos más era relevante.

Um certo dia no clube não me segurei e disse a ela o que sentia. Quando terminei de dizer corri e pulei dentro piscina sem olhar pra traz de tanta timidez. Argh eu fico rindo disso até hoje.
Nesse mesmo dia ela disse para uns amigos que eu era uma pessoa determinada, que se continuasse assim, poderia acontecer algo. ¬¬

Me animei, natural, Até que depois de um tempo veio a noticia e a partir dai fui ao inferno pela primeira vez. A garota destaque da turma está grávida.... Sem comentários. ¬¬

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