Tempo disponível, que coisa boa. Só volto a trabalhar na segunda... Então retorno ao tal Blog dos relatos insignificantes.
Bom, a partir daí, meados de 2001 começaram as festas no colégio Tiradentes.
Festas que nunca me trouxeram boas lembranças.
A primeira festa foi a melhor, execeto por mais uma desilusão amorosa; Desde 2001 até 2009 nunca consegui beijar uma menina no desenrolar da festa, que frustração! Quando digo que sou tímido ninguém acredita.
Lembro que na segunda feira vinha sempre os comentários, " Eu peguei fulana, Eu peguei ciclana, e você Daniel?" aquilo era a morte para mim...
Dai comecei a usar óculos e aparelho ( que gracinha ). Nem ligava, toda semana arrancava tudo do aparelho e perdia um óculos por mês...
Na mesma época depois de constantes brigas no prédio em que eu morava, mudamos para o mesmo bairro que ficava o colégio Tiradentes, num conjunto de casas ao "pé" de uma favela.
Ali naquela comunidade aprendi muito, e conheci muita coisa. Aprendi o que era, miséria, morte, sobrevivência, desavença e outras coisas mais. Havia uma boca de fumo na rua ao lado da minha.
Apesar de ser filho de militar sempre andei no meio de todos e igual a todos, não criava diferença e nem tinha motivo pra isso. recordo de alguns que brincavam comigo na rua e anos depois brincavam de Bang Bang com a policia. Com 2 amigos formei um grupo de Rap, só quem vive aquela realidade sabe do que se trata o verdadeiro Rap. Más tempos depois um integrante se envolveu demais com quem não devia e saiu do grupo.
Inicio da Adolescência, tudo era novo e motivante, foi dali que comecei a explorar meu senso revoltante, conhecer os dois lados da moeda. Eu escutava algumas músicas e sentia aquele ódio vindo de dentro, lembrava de algumas cenas rotineiras daquele local, panela vazia, meninos sem roupa, arma na mão, corpo no chão e prostituição. Eu achava que poderia mudar o mundo, que ironia. Ideologia, ainda procurava uma pra viver...
Brigava direto dentro de casa, não aceitava ordens sem questioná-las até não achar mais saídas. E isso deixava minha mãe louca, porque discutíamos e eu a deixava sem saída, daí ela usava de autoridade e abuso de poder ( risos ), numa dessas vezes quase me queimou, depois de despejar uma garrafa de alcool em mim. Amo ela demais.
Apesar de ir morar perto do colégio, sempre ia pra casa da minha tia, que ficava no bairro ao lado, bairro de onde vim. Lá surgiram 2 irmãos, peças importantes para o meu crescimento no ramo da vadiagem e outras coisas mais.
Deixarei pra falar deles separadamente porque a história é longa.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário